domingo, 4 de julho de 2010

Sempre

Apatia que se abate a cada dia , cai sobre nós como um manto negro de aflições, pesa como uma tonelada de sonhos perdidos
que se desmoronam ao amanhecer, quando acordamos para a realidade, o mundo gira a volta de quem dança ao ritmo certo,
quem nas situações de maior aperto sabe sorrir, mas custa admitir quando estamos errados, perceber que afinal vivíamos numa realidade que era
só nossa, um pequeno paço para a loucura! lados opostos da verdade, mas o que é a verdade? Poderei eu viver sem saber ? Poderei
eu ser feliz sem saber se sou louco? Irei eu acordar um dia e perceber que os sonhos não passam de sonhos e a vida não passa disso mesmo,
viver, respirar e sentir, nada mais. Algo tão simples que nos faz pensar além, algo tão simbólico que nos faz mergulhar na filosofia
e questões existenciais, que ao fim do dia não são mais que veleidades banais; oh voltem tempos em que a vida se poderia resumir num simples
conto de fadas com final feliz em que todos viviam felizes para sempre; oh infância em que os castelos de areia eram o mundo, e o mundo
bailava ao som das marés, oh infância no que nos tornamos ?Fomos tão cheios de vida, agora só vivemos.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Home

Cambaleante entre as arvores alcanço a ti ... o teu rosto é a última lembrança que quero ter...
Enfraquecida , sinto a morte aproximar-se
Preciso de te ver mais uma vez, uma última despedida
Antes do ultimo suspiro
Lembras-te quando eramos crianças e brincavamos no cemitério
NO fundo saberiamos que esta seria a nossa última morada
Não tee esqueças , promete , vem-me visitar aqui te esperarei
Para brincarmos de novo , para toda a eternidade ...
O sopro da vida assim me abandona, esqueço a dor
E abraço este momento, já sem forças deixo-me embalar com o vento
LIvre , livre ...sou o mundo , sou o universo.. sou tudo e não sou nada
Sou uma nova madrugada , o teu último sorriso e o fim de uma vida...
Lembras-te quando eramos crianças e brincavamos?
Eu sempre te disse que aqui haveria de ficar...

segunda-feira, 22 de março de 2010

Sem inspiração..

PRINCIPIO:
Procuras uma equação que torne tudo mais simples , uma resposta a todas as questões que te atormentam
O sufoco de não saber , o porquê de existir, o medo de acordar para uma realidade que não a tua, falhar, cair e não mais levantar, um labirinto de ilusões, uma
prisão de carne , o teu corpo limita os teus sentidos e a tua alma anseia por liberdade; as correntes da mente à muito te prendem ao chão, Ícaro pagou por voar demasiado alto,
tu sofres porque não te levantas, beijas o chão que outros pisam e lambes as suas botas, escravizado pela tua ignorãncia sucumbes à sua ganância, dizem-te o que fazer,
quando e como, és vazio, não tens vontade própria , na tua mente diambulam ideias que julgas ser tuas , mas quem puxa as cordas são eles, os teus mestres , o teu Deus.
Assim continuarás mais morto que vivo, um livro por escrever , uma vida por viver , uma existência errática uma mente à deriva, levada pela corrente dos acontecimentos.

Meio:
Sussurros ao ouvido de quem não ouve, nem vê o fim a apróximar-se...esconde as lágrimas que te caem pelo rosto, a vida não é mais do que uma peça, e a tua está impragnada pela tragédia.
Para quê dar-me ao trabalho de te dizer o que deves fazer, quando tu mesmo avanças para o precepício, precepitas-te para a tua própria destruição...e fazes-lo de livre vontade...
Não puxo cordas, não controlo a tua mente, apenas observo, dou um empurrão, nada mais do que isso... és tu quem aperta o gatilho, és tu quem mancha as mãos de sangue.

FIM:

A corda ao pescoço, a cadeira baloiça num vai vem que liga os mundos, a morte e a vida fundem-se num momento que parece durar uma eternidade, a sorte ou o destino ditarão a tua sentença...
Viver, morrer, partir ou ficar, tudo parcelas de uma equação influênciada pelas incertezas do destino, certeza apenas que partiremos, sem saber o dia ou a hora, sem saber se teremos
oportunidade de dizer adeus...equação com única constante a certeza que o fim virá...

Estava a admirar o teu retrato e a pensar que te poderia admirar para todo o sempre e isso daria algum sentido à minha existência.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Foge

Se o nada é tudo o que existe, e o que tudo que existe em nada se torna
Porque haveria de ser de outra forma? Se todos os impérios desmoronam e os mortos um dia também foram..
Reis...os feitos que alcançaram e as mulheres que amaram, agora pó.. linhas que enxem os livros de história da nossa geração
As verdades de ontem as mentiras de hoje , e a santa inquisição a polícia de amanhã...porquê perpetuar aberrações pintadas de dourado
Quando a morte é o que nos espera do outro lado...Arcas para nos esconder-mos , subterfugios para a beleza manter-mos, tapar os buracos do rosto
quando as maiores fendas estão nos nossos corações ...o rancor , o ódio ...prato predilecto de quem nunca amou e nunca foi amado...
eLIxir da juventade para muitos , única razão de viver para alguns...

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Tu

E aí estás tu no teu pedestal, tão alto para ser adorada, canta para mim oh deusa da madrugada
Sorri faz-me derreter e tornar-me pó, que o vento me leve até aí para te tocar, nem que seja de ao de leve...
O meu coração bate mais rápido na tua presença , aguardo obediente a tua sentença , esmaga-me como a um mosquito
Destroi-me com o teu olhar , faz-me suplicar pela tua atenção e pela mais pequena ilusão
De afecto...
Quando cair na tua teia oh rainha , envolve-me na mais suave sêda e deita-me no meu túmulo, despede-te de mim
com um beijo e deixa-me repousar...um sonho eterno que se repete em que o único interprete és tu.
Beija-me enquanto as lágrimas escorrem pelo meu rosto, tenho medo que seja o último beijo o único ,seguido de um Adeus
O teu cheiro mantém-se aqui, vejo-te em todo o lado, assombras a minha existência e o meu pensar, reduziste-me a uma amostra do que nunca fui
Destruiste a ilusão de grandeza que existia em mim, fizeste de mim de novo , criança... aprendo a dar os primeiros passos ,enquanto tu me guias pela mão.
Controlas os meus movimentos e sorris porque sou fraco, sabes que me tens...na palma da mão.. sopras-me para longe quando te fartas e assobias para que venha
quando necessitas,simples capricho ou maldade ,ingénuo eu pensei que fosse saudade...No fundo sei que não tens culpa, a tua natureza é assim, não és má nem ruim..apenas és
e necessitas, apenas procuras e precisas e tudo aquilo que queres tens, tudo aquilo que queres destrois até não sobrar nada, depois reconstrois tudo de novo, um mundo
cinzento em que o teu vestido rosa sobressai sobre aquilo que chamas amor, que tanto se apróxima da dor e do sofrimento como te escapa por entre as mãos, para cair
não muito distante , porque sempre o alcanças..ou porque simplesmente não me afasto porque me tens e será sempre assim..

Feliz

Despedaçado, a alma fractura e o corpo partido..
Cabisbaixo sinto que tudo está perdido
O futuro morreu e o sonho se desvaneceu , nas sobras do meu ser...
Tento apanhar o rumo do meu pensamento, capto apenas um suspiro um lamento...
Que dúvido que seja meu, tive eu força ainda para me lamentar mais um dia?
Tive eu a destreza para me arrastar ainda mais um pouco...sim sou eu.. que ainda respiro
Ofegante, descordenado e assustado.. à beira do abismo, e uma força desconhecia me puxa para dentro
Lentamente , sussura ao meu ouvido , vem comigo , entrega-te a mim.. eu sou tu e tu és eu , somos um só , vem te aguardo, aqui.
Digo-lhe "ainda não, não estou preparado" "não me vencerás" inevitávelmente serei teu , para toda a eternidade , sei-o agora sempre o soube.
Nesta ou noutra vida , enquanto o reflexo do nosso karma perdurar , numa infidável roda de desejo, ligados para todo o sempre até o mundo acabar.
Corpo e alma suspensos , equilibrados por uma linha ténue de incerteza que mantém a chama do nosso amor acesa, enquanto nós mudamos e crescemos, mas a essência perdura
Porque tu sabes quem eu sou, e eu conheco-te bem, tu és eu e eu sou tu também..