terça-feira, 29 de junho de 2010

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Cambaleante entre as arvores alcanço a ti ... o teu rosto é a última lembrança que quero ter...
Enfraquecida , sinto a morte aproximar-se
Preciso de te ver mais uma vez, uma última despedida
Antes do ultimo suspiro
Lembras-te quando eramos crianças e brincavamos no cemitério
NO fundo saberiamos que esta seria a nossa última morada
Não tee esqueças , promete , vem-me visitar aqui te esperarei
Para brincarmos de novo , para toda a eternidade ...
O sopro da vida assim me abandona, esqueço a dor
E abraço este momento, já sem forças deixo-me embalar com o vento
LIvre , livre ...sou o mundo , sou o universo.. sou tudo e não sou nada
Sou uma nova madrugada , o teu último sorriso e o fim de uma vida...
Lembras-te quando eramos crianças e brincavamos?
Eu sempre te disse que aqui haveria de ficar...

segunda-feira, 22 de março de 2010

Sem inspiração..

PRINCIPIO:
Procuras uma equação que torne tudo mais simples , uma resposta a todas as questões que te atormentam
O sufoco de não saber , o porquê de existir, o medo de acordar para uma realidade que não a tua, falhar, cair e não mais levantar, um labirinto de ilusões, uma
prisão de carne , o teu corpo limita os teus sentidos e a tua alma anseia por liberdade; as correntes da mente à muito te prendem ao chão, Ícaro pagou por voar demasiado alto,
tu sofres porque não te levantas, beijas o chão que outros pisam e lambes as suas botas, escravizado pela tua ignorãncia sucumbes à sua ganância, dizem-te o que fazer,
quando e como, és vazio, não tens vontade própria , na tua mente diambulam ideias que julgas ser tuas , mas quem puxa as cordas são eles, os teus mestres , o teu Deus.
Assim continuarás mais morto que vivo, um livro por escrever , uma vida por viver , uma existência errática uma mente à deriva, levada pela corrente dos acontecimentos.

Meio:
Sussurros ao ouvido de quem não ouve, nem vê o fim a apróximar-se...esconde as lágrimas que te caem pelo rosto, a vida não é mais do que uma peça, e a tua está impragnada pela tragédia.
Para quê dar-me ao trabalho de te dizer o que deves fazer, quando tu mesmo avanças para o precepício, precepitas-te para a tua própria destruição...e fazes-lo de livre vontade...
Não puxo cordas, não controlo a tua mente, apenas observo, dou um empurrão, nada mais do que isso... és tu quem aperta o gatilho, és tu quem mancha as mãos de sangue.

FIM:

A corda ao pescoço, a cadeira baloiça num vai vem que liga os mundos, a morte e a vida fundem-se num momento que parece durar uma eternidade, a sorte ou o destino ditarão a tua sentença...
Viver, morrer, partir ou ficar, tudo parcelas de uma equação influênciada pelas incertezas do destino, certeza apenas que partiremos, sem saber o dia ou a hora, sem saber se teremos
oportunidade de dizer adeus...equação com única constante a certeza que o fim virá...

Estava a admirar o teu retrato e a pensar que te poderia admirar para todo o sempre e isso daria algum sentido à minha existência.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Foge

Se o nada é tudo o que existe, e o que tudo que existe em nada se torna
Porque haveria de ser de outra forma? Se todos os impérios desmoronam e os mortos um dia também foram..
Reis...os feitos que alcançaram e as mulheres que amaram, agora pó.. linhas que enxem os livros de história da nossa geração
As verdades de ontem as mentiras de hoje , e a santa inquisição a polícia de amanhã...porquê perpetuar aberrações pintadas de dourado
Quando a morte é o que nos espera do outro lado...Arcas para nos esconder-mos , subterfugios para a beleza manter-mos, tapar os buracos do rosto
quando as maiores fendas estão nos nossos corações ...o rancor , o ódio ...prato predilecto de quem nunca amou e nunca foi amado...
eLIxir da juventade para muitos , única razão de viver para alguns...

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Tu

E aí estás tu no teu pedestal, tão alto para ser adorada, canta para mim oh deusa da madrugada
Sorri faz-me derreter e tornar-me pó, que o vento me leve até aí para te tocar, nem que seja de ao de leve...
O meu coração bate mais rápido na tua presença , aguardo obediente a tua sentença , esmaga-me como a um mosquito
Destroi-me com o teu olhar , faz-me suplicar pela tua atenção e pela mais pequena ilusão
De afecto...
Quando cair na tua teia oh rainha , envolve-me na mais suave sêda e deita-me no meu túmulo, despede-te de mim
com um beijo e deixa-me repousar...um sonho eterno que se repete em que o único interprete és tu.
Beija-me enquanto as lágrimas escorrem pelo meu rosto, tenho medo que seja o último beijo o único ,seguido de um Adeus
O teu cheiro mantém-se aqui, vejo-te em todo o lado, assombras a minha existência e o meu pensar, reduziste-me a uma amostra do que nunca fui
Destruiste a ilusão de grandeza que existia em mim, fizeste de mim de novo , criança... aprendo a dar os primeiros passos ,enquanto tu me guias pela mão.
Controlas os meus movimentos e sorris porque sou fraco, sabes que me tens...na palma da mão.. sopras-me para longe quando te fartas e assobias para que venha
quando necessitas,simples capricho ou maldade ,ingénuo eu pensei que fosse saudade...No fundo sei que não tens culpa, a tua natureza é assim, não és má nem ruim..apenas és
e necessitas, apenas procuras e precisas e tudo aquilo que queres tens, tudo aquilo que queres destrois até não sobrar nada, depois reconstrois tudo de novo, um mundo
cinzento em que o teu vestido rosa sobressai sobre aquilo que chamas amor, que tanto se apróxima da dor e do sofrimento como te escapa por entre as mãos, para cair
não muito distante , porque sempre o alcanças..ou porque simplesmente não me afasto porque me tens e será sempre assim..

Feliz

Despedaçado, a alma fractura e o corpo partido..
Cabisbaixo sinto que tudo está perdido
O futuro morreu e o sonho se desvaneceu , nas sobras do meu ser...
Tento apanhar o rumo do meu pensamento, capto apenas um suspiro um lamento...
Que dúvido que seja meu, tive eu força ainda para me lamentar mais um dia?
Tive eu a destreza para me arrastar ainda mais um pouco...sim sou eu.. que ainda respiro
Ofegante, descordenado e assustado.. à beira do abismo, e uma força desconhecia me puxa para dentro
Lentamente , sussura ao meu ouvido , vem comigo , entrega-te a mim.. eu sou tu e tu és eu , somos um só , vem te aguardo, aqui.
Digo-lhe "ainda não, não estou preparado" "não me vencerás" inevitávelmente serei teu , para toda a eternidade , sei-o agora sempre o soube.
Nesta ou noutra vida , enquanto o reflexo do nosso karma perdurar , numa infidável roda de desejo, ligados para todo o sempre até o mundo acabar.
Corpo e alma suspensos , equilibrados por uma linha ténue de incerteza que mantém a chama do nosso amor acesa, enquanto nós mudamos e crescemos, mas a essência perdura
Porque tu sabes quem eu sou, e eu conheco-te bem, tu és eu e eu sou tu também..

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Teatro...

Provar a demência , como se de um adoçante se tratasse
com um pouco de fel para relembrar a amargura, porque demasiado doce faz mal
dialogar com a própria mente sobre assuntos que são totalmente irrelevantes e que
apenas nos fazem perder tempo, mas o que é o tempo quando estamos aprisionados
entre os nossos pensamentos e os nossos medos ?..o tempo palavra tão vastamente repetida
não passa de uma verdade relativa , porque o tempo é moldável como a vontade humana ,
e ambas duram para sempre, quando fisicamente desapareceres deste mundo ao menos que te sirva
de consolação saberes que o mundo continua sem ti, a linha temporal e espacial continuará
intacta , não podendo dizer o mesmo dos teus ossos que atirados numa pilha se desintegram
numa cave bafienta esquecidos por tudo e por todos; e se houver uma vida para além da morte
fica sabendo que trocarei o que restar da minha alma por uma oportunidade para te rever ,
para poder ver-te mais uma vez antes do último adeus . E se ao morrer acordar? E tudo isto não passar de um sonho;
eu não ser quem sou e tu nem existires,.. fruto da minha imaginação, um trauma na infância que me atirou inconsciente
para uma cama de um hospital; e se for eu o sonho? Fruto da tua imaginação, uma simples personagem que se dissipará
com o teu acordar ....e se nós formos apenas imaginação ou sonho, e a vida for um grande palco...concedes-me esta
última dança antes que as cortinas se fechem?